Roda de Diálogo

Segue abaixo o registro dos Fóruns e Rodas de Diálogo sobre temas variados de instituições externas e de demais parcerias.

TEOLOGIA É COISA DE (TODA) MULHER

3ª EDIÇÃO DA RODA DE DIÁLOGO

TEOLOGIA É COISA DE (TODA) MULHER: EXPERIÊNCIA DE FÉ PÚBLICA

Dentro de muitos contextos religiosos, a teologia é frequentemente vista como “algo” abstrato e teórico “feito” por outras pessoas, normalmente um grupo de elite. Porém, quando afirmamos que Teologia é coisa de mulher e propomos uma roda de partilha sobre as experiências de fé pública e plurais (de cada mulher conforme sua crença) estamos primeiramente reafirmando que o conhecimento teológico ao redor da, ou baseado na, experiência humana é de extrema importância e que muitas mulheres tem feito, mesmo sem saber, uma Teologia Prática – na prática.

A raiz da palavra “prática” é práxis, a ação. A proposta do bate papo é abarcar mulheres que desenvolvem suas teologias, enfatizando a pluralidade das experiências de fé, com espaço de fala e partilha, pensando também em fortalecer e enfatizar a importância da adesão à Marcha do Dia Internacional da Mulher, que ocorre no 8 de março.

Data: 07 de março de 2020..............Horário: das 9h às 12h

Local: Auditório da Prefeitura Municipal de Londrina

Endereço: Av. Duque de Caxias, 635, Jardim Mazzei – 2º andar (entrada pelo piso inferior na lateral).

Público alvo: TODAS as mulheres, das mais diversas vivências e experiências religiosas ou não religiosas, coletivos de mulheres e parceiros da Rede de Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres da cidade de Londrina.

JUSTIFICATIVA

Entendendo que as experiências religiosas se estabelecem em diálogo com a sociedade, com a academia e com base no contexto, em busca da cidadania e do bem comum, este evento busca trazer a categoria de gênero como ferramenta de reflexão teológica autocrítica no Brasil. Para tanto, espaços de discussão sobre a interface entre religião e sua transversalidade a partir da compreensão de que o fenômeno religioso acontece no tecido social e atinge, entre outros fatores, questões de gênero.

Aproveitando a contribuição de cada Teologia confessional, desde uma perspectiva antropológica da fé individual e comunitária, diálogos desta natureza propõe um caminho para se pensar em teologias que compõe uma fé lúcida e espiritualidades práticas que visam a emancipação da mulher e sua atuação pública de relevância. Discutir a questão da cidadania feminina em relação à desigualdade e violência contra a mulher e à religião é propor caminhos para uma Teologia Pública que fomente relações de gênero justas e a prevenção da discriminação e violência não somente entre gêneros, senão que entre diferentes confissões de fé.

OBJETIVO

Refletir acerca da pluralidade das experiências de fé da mulher tendo como base as seguintes questões motivadoras: reflexões acerca de uma espiritualidade saudável; como os conceitos de sororidade atingem os territórios religiosos e habitam uma fé pública, como se observa e quais os enfrentamentos, propostas e intervenções necessárias diante das questões de gênero.

1. Zen Budismo: SAN JISHUN MORIOKA (nome monástico), Haruko Nagatani Morioka (nome civil). Abadessa do Templo Dokozan Bushinji, da linha Sōtōshu, um ramo do Zen Budismo, desde 2015. Nascida em Rolândia, recebeu ordenação monástica em 2009. Como abadessa, San Jishun exerce atividades cerimoniais diárias e memoriais (hōji), funerais, encontro quinzenal de zazen (prática do sentar Zen). O templo é mantido com o apoio de um corpo administrativo, um grupo de senhoras, um grupo do zazen e voluntários.

2. Candomblé: EKEDJI GISÉLIA NASCIMENTO SCHEFFER. Ekedji (cargo feminino de grande valor: a de zeladora dos orixás), feita no candomblé (nação Vodun Nagô), religião de matriz africana. O Candomblé é uma religião matriarcal. Algumas casas, inicialmente, eram formadas apenas por mulheres (e algumas até hoje se mantém assim). Há cargos pertencentes exclusivamente a mulheres, assim como rituais e cultos. Porém, como em todos os espaços de uma sociedade, nós mulheres lutamos diariamente para não perdermos nosso local de fala na religião, ainda que essa pauta por muitas vezes seja esquecida e/ou adiada por pertencermos a uma religião que luta diariamente pelo direito de existir.

3. Espiritismo Kardecista: DENISE CRISTINA MARQUES GODINHO, trabalhadora da Casa Espírita Meimei onde se dedica aos estudos de obras. Faz parte do Grupo da Prece, é passista e também integrante de um Grupo Mediúnico. Fora da Casa Espírita participo de um Grupo de Estudo: Amigas Pelos Semelhantes! O ESPIRITISMO doutrina religiosa de cunho filosófico e científico, cuja principal crença gira em torno da constante evolução espiritual do ser humano, através das reencarnações. Surgiu na França, em meados do século XIX, a partir dos estudos e observações feitas pelo renomado pedagogo e educador francês Hippolyte Léon Denizard Rivail, conhecido pelo pseudônimo de Allan Kardec (1804 – 1869).

4. Protestantismo evangélico: SUELI APARECIDA SILVA, teóloga, membro de uma igreja de denominação evangélica Batista. Trabalhou na educação teológica e também em trabalhos sociais. Desenvolve projeto de investimento acadêmico com jovens negras, primeiramente, que não têm condições de custear um curso de aprimoramento profissional e mulheres estudantes de teologia.

5. Catolicismo: LUZIMARA ALMUDI LOBO DOS SANTOS, integrante do coletivo EIG, professa a fé católica desde terna idade, participando de grupos e pastorais: Grupo de Jovens, CEBS, pastoral familiar. Participante de estudos bíblicos e grupos de oração na RCC. Coordenação e participação em cursos de TLC - treinamento de liderança cristã, em cursos de noivos e de batismo. Membro do ministério de música Ângelus. Participante do grupo do amor exigente juntamente com pessoas de diversos espaços de fé.

6. Pesquisadora: CLAUDIA NEVES, doutora em história docente da Universidade Estadual de Londrina e pesquisadora do LERR (Laboratório de Estudos sobre Religiões e Religiosidades.

Site do evento: o evento será divulgado na página da EIG NACIONAL e parceiros afins.

Mídias: https://mulhereseig.wordpress.com/ Facebook: Evangélicas Pela Igualdade de Gênero, Instagram: Mulheres EIG

Inscrições: via evento criado em rede social – facebook e site dos parceiros (UEL e SMPM).

Contato em Londrina: email: meucorpominhafe.londrina@gmail.com, Telefone: 43.984525771, Inbox Facebook: Evangélicas Pela Igualdade de Gênero

EVENTO GRATUITO, SEM TAXA DE INSCRIÇÃO E SEM FINS LUCRATIVOS

Será emitido certificado de participação com carga horária total de 3 horas

INSCRIÇÕES ENCERRADAS

ATIVIDADES REALIZADAS

A = RODA DE DIÁLOGOS com as seguintes palestrantes:

1. Zen Budismo: SAN JISHUN MORIOKA (nome monástico), Haruko Nagatani Morioka (nome civil). Abadessa do Templo Dokozan Bushinji, da linha Sōtōshu, um ramo do Zen Budismo, desde 2015.

2. Candomblé: EKEDJI GISÉLIA NASCIMENTO SCHEFFER. Ekedji (cargo feminino de grande valor: a de zeladora dos orixás), feita no candomblé (nação Vodun Nagô), religião de matriz africana.

3. Espiritismo Kardecista: DENISE CRISTINA MARQUES GODINHO, trabalhadora da Casa Espírita Meimei onde se dedica aos estudos de obras. Faz parte do Grupo da Prece, é passista e também integrante de um Grupo Mediúnico.

4. Protestantismo evangélico: SUELI APARECIDA SILVA, teóloga, membro de uma igreja de denominação evangélica Batista. Trabalhou na educação teológica e também em trabalhos sociais.

5. Catolicismo: LUZIMARA ALMUDI LOBO DOS SANTOS, integrante do coletivo EIG, professa a fé católica desde terna idade, participando de grupos e pastorais: Grupo de Jovens, CEBS, pastoral familiar.

Participante de estudos bíblicos e grupos de oração na RCC. Coordenação e participação em cursos de TLC - treinamento de liderança cristã, em cursos de noivos e de batismo. Membro do ministério de música Ângelus.

6. Pesquisadora: CLAUDIA NEVES, doutora em história docente da Universidade Estadual de Londrina e pesquisadora do LERR (Laboratório de Estudos sobre Religiões e Religiosidades.

B - APRESENTAÇÃO MUSICAL

Aluna Carmem Valerio Martins tocou violão e a sobrinha do egresso Maurício Medina cantou.

C - VÍDEO

Diário das participantes do Coletivo EIG e a confecção do brinde das "abayomi".

D - DISTRIBUIÇÃO DE BRINDE

Cada participante recebeu um brinde: a boneca Abayomi: símbolo de resistência, tradição, força etc. da mulher.

E - LOGÍSTICA

44 participantes, sendo:

2 Egressos

2 Docentes da FTSA

5 Alunos da FTSA

35 participantes da comunidade externa

INSTITUIÇÕES PRESENTES:

EIG, Prefeitura Municipal de Londrina, Compaz, Folha de Londrina.

*Certificados de participação foram emitidos e enviados eletronicamente para os que assinaram a lista.

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