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MarianaMeu nome é Mariana, tenho 26 anos, sou advogada desde 2012, segui minha especialização em processo civil. Nasci em Londrina – PR, mas cresci em Balneário Camboriú –SC, lá me formei e abri meu escritório de advocacia. Advoguei por dois anos. Meu desejo era advogar por três anos, iniciar a escola do Ministério Público de Santa Catarina e prestar concurso para promotoria. Mas, algo mudou.

Sempre frequentei igrejas evangélicas, mesmo em fases turbulentas da vida, minha busca por Deus era sincera e honesta.

Me entregava completamente às palavras que ouvia nos púlpitos das igrejas. Porém, em 2014, participei de um encontro dirigido por um dos integrantes de uma banda chamada Terno e Saia (Marcelo Palharini) e posteriormente por outro, dirigido pelo responsável da base missionária da Capela do Calvário em Campo Mourão-PR (Luiz de Sá). Ambos trabalham juntos.

Estes encontros me deram uma visão completamente diferente sobre a vida cristã, sobre o estudo da palavra, sobre minha vida espiritual e comunitária. Passei a estudar a palavra com calma e seriedade, nada de cinco capítulos por dia para ler a bíblia toda em um ano. Eram meses em um único ponto. Em 2014, sendo acompanhada pelo Luiz (já mencionado), tive a oportunidade de ir morar em Campo Mourão, na base missionária, para fazer um discipulado de um ano. Vendi minha parte no escritório, o qual já contava com outros advogados, e vim para Londrina no final do ano, ficado na casa de meu pai, certa de que no início de 2015 já me mudaria para Campo Mourão. Mas, dadas algumas necessidades precisei permanecer em Londrina com meu pai.

Minhas orações eram: “Deus, e agora? O que eu vou fazer?”. Num desses dias eu estava a caminho do culto da 1ª IPI, que até onde eu sabia ocorria no colégio PGD. Logo que entrei me deparei com o escrito na parede de entrada do prédio: “FACULDADE TEOLÓGICA SUL AMERICANA”; sentei na escadaria por alguns minutos e fiquei apenas olhando a placa em silêncio. Ao final do culto, o Pr. Rodolfo Montosa me perguntou se eu já tinha pensado em cursar a FTSA, o que me deixou mais pensativa ainda. Meu maior medo era dizer ao meu pai que faria outra faculdade. Dizer que iria interromper a advocacia por um ano já era muito difícil, fazer outra faculdade então nem se fale.

No entanto, ao chegar em casa, no meio de uma conversa que estávamos tendo, ele disse: “Por que você não vai fazer teologia logo de uma vez?”. Então, corri atrás de tudo que eu precisava para ingressar no ano de 2015 mesmo. Tudo deu certo e eu comecei. Logo em seguida iniciei também a Pós-Graduação em Bíblia. Nunca imaginei que me apaixonaria tanto por essa faculdade, pelas coisas que venho aprendendo a cada dia. Pelo local, pelas pessoas, e acima de tudo, pela aceitação.

Eu sempre precisei conquistar meu espaço com muito esforço. Posso dizer que sempre conseguia me destacar ao final, mas, o início sempre foi complicado devido à quantidade de tatuagens que eu tenho. Algumas pessoas acham que isso é passado. Tanto no direito, quanto no meio cristão, o preconceito é gigantesco e desanimador. Mas, tive o privilégio de encontrar ao longo da minha caminhada no direito, pessoas (juízes, delegados, advogados e, posteriormente, clientes que olhavam além das aparências), e aqui na FTSA encontrei um local onde eu me senti completamente livre de qualquer preconceito.

Hoje trabalho apenas para me manter e poder me dedicar ao máximo aos estudos. Meu desejo é lecionar, passar tudo que tenho aprendido aos outros. A teologia hoje é o que faz sentido para mim. É o que me aproxima de Deus, e muito diferente do que dizem algumas pessoas, a teologia sempre me traz de volta à razão da minha fé quando minhas emoções a tornam tão fraca.

Agradeço a todos da Faculdade Teológica Sul Americana por influenciarem tanto minha vida.

Mariana Schietti é aluna da Graduação Presencial em Teologia e da Pós-graduação em Bíblia:Interpretação e Pregação