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– Está vendo aquele casal no canto da igreja? Estão preocupados com o filho que não consegue entrar na faculdade.
– Vê aquela jovem ali? Veio estudar em nossa cidade e não tem amigas. Sente saudades da família.

– Veja aquela avó ali no primeiro banco. Está cansada, pois toma contas dos dois netos enquanto a filha trabalha o dia todo fora.
– Estas duas jovens? Estão preocupadas porque os pais estão pensando em divórcio.
– Aquele senhor com a cabeça baixa? Foi despedido sexta-feira e está preocupado com o futuro de sua família.
– Aquele que ficou em pé lá frente? É o dirigente do culto que já vai começar.

“Irmãos, vamos começar o nosso culto. Se você veio para a igreja para cultuar a Deus, quero convidar você a deixar os seus problemas lá fora. Agora é hora de concentrar no louvor a Deus”.

E começa o culto.

Não adianta fazer de conta que as coisas que estão perturbando os fiéis vão desaparecer depois que começa o culto. A mente de cada um deles estará trabalhando na busca de solução para os problemas que os afligem.

O que fazer então?

Talvez começar o culto com um hino/cântico e logo após o pastor ou o ministro de louvor dar uma breve palavra de saudação e em seguida dizer algo como:

“Estamos todos reunidos em família e como família queremos que Deus ministre aos nossos corações. Muitos estão aqui e estão com dificuldades das mais diversas. Doenças na família, desemprego, solidão, etc. Se você veio para a igreja hoje e está com seu coração apertado por algum problema queremos orar por você. Após o culto, por favor, procure o pastor para ver como a igreja poderá ser de ajuda para você”.

É uma maneira de ministrar aos que sofrem e também envolver a comunidade na cura ou solução dos dilemas que afligem ao povo.

Antonio Carlos Barro
Doutor em Estudos Interculturais pelo Fuller Theological Seminary(California/EUA)
Fundador e atual Diretor Geral da FTSA
Pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil.