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Separei três textos para falar sobre o tema de seguir em frente. Jó 29, Josué 18 e 19 e Atos 13.

Começando por Jó, enxergamos ali o patricarca numa crise depressiva que conhecemos bem ao ler a história de Jó. Ele está num período em que não está mais sentindo a presença de Deus ao seu lado. A sua dor grita tão alto que ele já não mais escuta a voz de Deus. A depressão se mostra em Jó, quando ele não sente mais Deus por perto: "Ah, que saudade dos bons e velhos tempos, quando Deus cuidava de mim".

É bem fácil para nós, quando passamos por algo que é bom, claro a frente e que nos dá alegria e prazer sentirmos a presença de Deus, pois nos sentimos abençoados por Deus. Quando porém, a saúde falta, não há muito dinheiro e os problemas começam a vir até nós, encaramos, como Jó, que estamos sendo castigados e muitas vezes não conseguimos ouvir a voz de Deus em meio aos tormentos.

Sempre, sempre mesmo, dentro da vida humana há essa prerrogativa de entender que a vida é sempre assim - os que são bons são abençoados e os que pecam são castigados, amaldiçoados. Creio que nem passa por nossa mente pensar que o justo também sofre, mesmo sem ser por causa de algo que ele fez.

Quando então nos sentimos sozinhos, desamparados, abandonados, chega a um estado nossa condição que isso pode causar transtornos ainda maiores que a tristeza pura e simples, pode causar um episódio de depressão ou mesmo pode desencadear uma doença da alma séria e permanente. Jó estava, com a "ajuda" dos seus amigos, caminhando para este triste fim.

Quando olhamos para o povo de Israel (Josué 18-19), eles tem todos os motivos do mundo para crerem em Deus - pois acompanharam seus milagres no deserto, mas agora que estão diante da terra e com o povo da terra se mostrando forte, se acovardaram e começaram a sentir-se acomodados com aquilo que já tinha sido conquistado. Estavam como que deixando para lá o restante da terra, pois já tinham um pequeno espaço para morar.

Diz o texto que o povo estava se deixando abater: "Até quando vocês ficarão acomodados" alerta Josué.

As vezes podemos reagir e construir um caminho diferente; às vezes precisamos de ajuda de outros. Em Atos (13), vemos algo interessante.

Depois que a igreja passou por uma perseguição forte e muitos foram espalhados por vários lugares, a partir de Antioquia pessoas se reúnem e decidem ouvir a voz de Deus. O Espírito Santo então separa Paulo e Barnabé para envia-los na primeira viagem missionária - primeira de muitas. Empolgado com tudo o que estava vendo e ouvindo, um rapaz chamado Marcos (João Marcos) decide também ir junto com Paulo e Barnabé. Ele sai, com certeza alegre e na viagem começa a ver que fazer Missão não é tão divertido assim.

Eles começam a pregar e há um confronto, muitos começam a divergir e o perigo então começa a rondar a vida dos missionários.

Esse rapaz então, decide fazer o que muitos missionários acabam fazendo - decide voltar. Decide não prosseguir. Diz o texto que "Ali João desistiu da viagem e voltou para Jerusalém".

E nós? Proseguiremos ou voltaremos atrás nos propósitos que Deus tem para nós?

Não é hora de "voltar a Jerusalém", é hora de prosseguir adiante, de ir até onde outros não estão indo, viver o evangelho de tal modo que outros que não tem isso em suas vidas sejam impactados com nossa vida e cheguem-se a Jesus através disso.

Até quando ficaremos acomodados e deixaremos de ouvir a voz de Deus e pensaremos em voltar para Jerusalém?

Gedeon J. Lidório Jr é Bacharel em Teologia pela FTSA - Especialista em Missões Urbanas e Crescimento de Igreja pela FTSA (DMin) - Habilitado em Antropologia Cultural (Instituto Antropos) - Leciona disciplinas na área de Análise da Realidade e Teologia Prática - Pastor da Igreja Presbiteriana - Atual Coordenador Geral de Educação a Distância da FTSA

Quinta Teológica da FTSA 22/01/2016 - série de reflexões publicadas na página oficial da Faculdade Teológica Sul Americana no Facebook