Profissionais se unem no combate à erotização

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Profissionais se unem no combate à erotização

Ela está deitada em pose sensual fazendo beicinho com os lábios pintados de batom vermelho. O problema é que a modelo tem apenas seis anos de idade e a propaganda está acessível nas redes sociais e nas principais mídias do país. Não é de hoje que crianças e adolescentes aparecem na mídia de forma erotizada ou são submetidas a conteúdos adultos. Frequentemente empresas e marcas são intimadas a responderem por abuso, mas, isso não é tudo, é preciso combater a prática e prevenir contra todo tipo de abuso sexual infantil.

A questão sobre a erotização na mídia é abordada com propriedade pela nossa ex-aluna, especialista em sexualidade humana e terapeuta de casal e família com pós-graduação pelo Instituto da Família – FTSA, Dra. Angela Beatriz Villwock Bächtold. No artigo “Família: agente protetor diante da erotização infanto-juvenil promovida pela mídia”, a especialista lembra que “a mídia tem sido apontada como grande promotora da erotização infanto-juvenil, todavia, tal influência não seria tão importante se os pais tivessem uma atitude crítica e vigilante sobre o seu uso por parte dos filhos” e sugere medidas parentais que podem proteger os filhos dos conteúdos e dos efeitos da sexualização precoce.

O artigo de Angela, representando o Instituto da Família, faz parte do livro “Combate à erotização e ao abuso sexual infantil: novas propostas”, Editora CRV, que traz também textos de outros especialistas sobre o assunto. O compilado é fruto de um projeto desenvolvido no Departamento de Educação da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e revela resultados do trabalho de formação e coordenação de vários grupos de estudos com pais e professores de escolas públicas e filantrópicas de Londrina e região. O coordenador é o professor Juarez Gomes, também pós-graduado do Instituto e organizador do livro lançado recentemente.

O coordenador explica a participação oportuna do Instituto da Família – FTSA no livro, que vai além de sua história pessoal como aluno. “O Instituto da Família, mesmo antes de ser integrado à FTSA, possui um histórico de defesa da saúde e funcionalidade das famílias, sempre dando o devido lugar de prioridade à menores de idade nesse processo. Como ex-aluno do curso de Especialização: Formação em Terapia de Casal e Família (turma 2007), tenho conhecido por meio do Instituto da Família vários profissionais que, a despeito de suas concepções teóricas, entendem que crianças e adolescentes precisam ser protegidos de todo tipo de abuso sexual, inclusive da erotização precoce, que é um tipo de abuso sexual e talvez o pior deles”, conclui.

De acordo com os editores, o livro apresenta propostas inovadoras e eficazes para o combate à erotização e ao abuso sexual de crianças e adolescentes. Problematiza essas práticas com a urgência e a gravidade que lhe são pertinentes. Os autores, pesquisadores de diferentes áreas ligadas à educação, defendem que não há um limite seguro, aceitável ou saudável para experiências sexuais com ou entre crianças e adolescentes. Esses profissionais mostram que conteúdos da sexualidade adulta não deveriam fazer parte do universo infanto-juvenil, ainda que apresentados como “brincadeiras”.

O livro terá destaque especial na Noite de Lançamentos promovida pelo Instituto da Família – FTSA no dia 9 de novembro de 2018, mas, já pode ser adquirido pelo site oficial da editora>>

1 Comentário

  1. Elisabete de Barros Barbosa disse:

    Eu recomendo esses livros..onde tem para vender??? Na livraria Book Room

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