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500 ANOS DA PRESENÇA PROTESTANTE NO MUNDO
- 31 de outubro de 1517 a 31 de outubro de 2017 –

por Jorge Henrique Barro

Hoje, 500 anos depois, é fácil nos apropriarmos das cinco afirmações centrais da Reforma.

Mas de modo algum podemos ignorar que muitas pessoas enfrentaram terríveis perseguições e até a morte para estabelecer esses postulados para a chamada Igreja Protestante. Há muitos cristãos que nunca ouviram falar destes cinco Sola ou outros que talvez ainda não entenderam.
Vejamos cada um dos cinco fundamentos da Reforma:

2. Sola Fide – Somente a Fé
Lembre-se que um dos grandes problemas enfrentados pelos Reformadores foi a indulgência, sendo o padre Tetzel o principal “comerciante”. Aqui estavam enfrentando a questão sobre qual era o meio de salvação – e o meio não era outro senão pela fé somente. Somos justificados e aceitos por Deus somente pela fé, e não pelas obras, observação da lei, dos sacramentos e qualquer outra coisa.

Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, independentemente das obras da lei (Rm 3:28).

Sola Fide afirma aquele que crer é justificado ou declarado justo pela fé somente:

Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie (Ef 2:8-9).

A Palavra de Deus é absolutamente clara: somos salvos pela fé e não por (médio de) nós mesmos. Justificação vem por meio de Cristo somente. Não existe outro meio e nem outro nome. Se alguém crê que existe outro meio fora de Cristo então o que Jesus fez na cruz não é totalmente e exclusivamente suficiente para a salvação da humanidade.
A Bíblia exclui a possiblidade de que as obras são meio de salvação.
Observe:

1. Romanos 3:28-30: “Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, independentemente das obras da lei. É, porventura, Deus somente dos judeus? Não o é também dos gentios? Sim, também dos gentios, visto que Deus é um só, o qual justificará, por fé, o circunciso e, mediante a fé, o incircunciso. Anulamos, pois, a lei pela fé? Não, de maneira nenhuma! Antes, confirmamos a lei”.

2. Romanos 4:5: “Mas, ao que não trabalha, porém crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é atribuída como justiça”.

3. Romanos 5:1-2: “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo; por intermédio de quem obtivemos igualmente acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes; e gloriamo-nos na esperança da glória de Deus”.

4. Romanos 9:30: “Que diremos, pois? Que os gentios, que não buscavam a justificação, vieram a alcançá-la, todavia, a que decorre da fé”.

5. Romanos 10:4: “Porque o fim da lei é Cristo, para justiça de todo aquele que crê”.

6. Romanos 11:6: “E, se é pela graça, já não é pelas obras; do contrário, a graça já não é graça”.

7. Gálatas 2:16: “O homem não é justificado por obras da lei, e sim mediante a fé em Cristo Jesus, também temos crido em Cristo Jesus, para que fôssemos justificados pela fé em Cristo e não por obras da lei, pois, por obras da lei, ninguém será justificado”.

8. Gálatas 3:5: “Aquele, pois, que vos concede o Espírito e que opera milagres entre vós, porventura, o faz pelas obras da lei ou pela pregação da fé?”.
Ver ainda Gálatas 3:24 e Filipense 3:9.

Deve se rejeitar as boas obras? Como meio de salvação totalmente. Por outro lado, a Teologia Reformada afirma que boas obras e atos de justiça são evidências concretas de um verdadeiro convertido que age por meio da fé somente. Não somos salvos pelas boas obras, mas para as boas obras!

Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas (Ef 2:10).

Sola Fide!

Veja também:

Jorge Henrique Barro - É doutor em Teologia pelo Fuller Theological Seminary (Pasadena. Califórnia – USA). Fundador e professor da Faculdade Teológica Sul Americana de Londrina e avaliador do MEC para Teologia.